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01 Out Olá a todos. De volta após um longo período de férias forçadas, em batalhas épicas contra os códigos do WordPress, que ainda não tiveram fim. Em breve, o blog entrará em sua fase 2.0 e espero que gostem do resultado de todo esse trabalho. Aguardem. Volto para falar de um assunto muito sério, que tomou as manchetes dos principais veículos jornalísticos hoje. Ainda não pude perceber a magnitude do impacto disso nos jovens candidatos; mas é fato. A prova do ENEM, que seria aplicada nos dias 3 e 4 de outubro – neste fim de semana, para o qual tinha um post programado especialmente para vocês leitores e alunos desesperados – vazou, e o Ministério da Educação cancelou as avaliações. Negligência? Acaso? Não se sabe ao certo. Fato é que o jornal “O Estado de São Paulo” foi procurado por homem não identificado, tentando vender as duas provas – rumores ainda dizem que os gabaritos estavam anexos – por 500 mil reais. O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, confirmou por telefone o vazamento das provas na madrugada desta quinta e não descartou a hipótese de furto; também não cogita mudanças na diretoria por conta deste incidente.
O Estadão obteve informações de que pelo menos cinco pessoas estariam envolvidas no esquema de fraude da prova, não somente por questões financeiras, mas com propósitos políticos também. O homem que procurou o jornal com a informação teria dito que isto derrubaria o Ministério, provavelmente referindo-se a Fernando Haddad, que por suas iniciativas ousadas no gabinete e pelo início da completa reformulação do sistema de ensino do país, foi cogitado para ser o próximo candidato petista a Presidência. Diante deste escândalo, não restou alternativa ao MEC senão cancelar a avaliação, estudando a aplicação de nova prova nos próximos 45 dias, provavelmente no mês de novembro. Há rumores de que o Inep já possui um segundo exame, pronta pra ser aplicada – a integridade deste exemplar também estaria comprometida, já que os fraudadores são funcionários do instituto, com acesso às provas. Em pronunciamento feito nesta manhã, Fernando Haddad recomendou aos candidatos que continuem estudando, e declarou que o status das inscrições continua, sem alterações. Neste ano, o número de inscritos para a realização é recorde: cerca de 4 milhões de candidatos. O comunicado oficial sobre o cancelamento da prova está disponível no site do Inep. Vale recordar que, como disse o ministro, é a primeira vez na história do Exame Nacional do Ensino Médio que um evento destas proporções acontece; apesar dos diversos relatos de venda de resultados em provas de vestibulares e concursos públicos, nunca houve algo remotamente similar no que tange o ENEM. A investigação da fraude já foi iniciada, e está concentrada no estado de São Paulo. A Polícia Federal suspeita que a entrega oficial do exemplar ocorreu em Barueri, onde está situada uma das gráficas com licitação para a impressão das provas. A gráfica em questão já emitiu nota negando qualquer responsabilidade no ocorrido. Os custos deste cancelamento são altos: cerca de 30 milhões de reais foram perdidos em impressão de cadernos, gastos com fiscais de provas e afins. Mas o MEC reconhece que foi melhor cancelar antes da realização que descobrir a fraude após a aplicação da prova e obrigar os candidatos a refazer as avaliações – comprometendo inclusive as inscrições nas universidades. Falando em universidades, o MEC afirma que esse obstáculo não vai comprometer o cronograma das universidades que utilizam o ENEM parcialmente ou completamente no critério de aprovação dos alunos. Também não haverá conflito com o cronograma do ProUni. Foi publicado um FAQ com as principais questões dos candidatos a respeito. Alguns portais de notícias preparam enquetes para saber a opinião dos candidatos sobre esta notícia – que não é surpresa para reitores de algumas universidades, que haviam expressado temores com a segurança do material em abril – e os resultados são inconclusivos. Alguns se sentem aliviados e vêem no cancelamento a oportunidade de estudar mais, o que é veementemente condenado por professores; rachar a cabeça de tanto estudar agora só causará mais stress e não resolverá o problema. Há ainda os alunos indignados com o fato, o que ocasionou a publicação de um manifesto na internet. E você, o que acha? De qualquer forma, o melhor a fazer é aproveitar o tempo extra e revisar, com calma, o conteúdo da avaliação. Consta que a prova traria a música “É Proibido Proibir”, de Caetano Veloso, numa das questões, e o tema da redação era o Estatuto do Idoso. O MEC publicará hoje a prova na internet. O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particulares do RJ conseguiu o que queria, afinal – irônico: não foi a gripe suína quem cancelou a prova, mas uma epidemia ainda mais grave no país, a corrupção. EDIÇÃO RÁPIDA: O MEC já disponibilizou as provas que seriam aplicadas neste fim de semana na internet. Baixe aqui o conteúdo integral das provas e o gabarito oficial.
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nossa, isso nao podia ser mais verdade! belo texto :)
Sobre o rombo: não é a primeira vez que se queima dinheiro público e certamente não será a última. Sugiro que peguem os pilantras que deram esse prejuízo todo e mandem os patifes para a casa de cada família que tem um filho estudando o ensino médio prestar serviços domésticos por 1 ano!
…Vestidos de empregadas!
Tenho certeza que após esse corretivo, eles reverão muitos conceitos importantes na vida! >:D