![]() |
|||||||||
|
18 Jan Estou enrolando pra postar sobre isso há tempos. Mas em algum momento, eu teria de criar cojones e falar. Chegou a hora. E lá vamos nós… E essa introdução garantiu mais três linhas de embromação. Avisando aos mais preguiçosos: o post é longo. Não me responsabilizo pela vista cansada de ninguém. Em dezembro de 2008, criei uma conta no Plurk. Comecei a fuçar, compartilhar coisas, conhecer gente. Até aí, maravilha. Durante essa adorável honeymoon, pude conhecer o bastante para fazer listas boas. Também encontrei aquela doença terrível que atinge muitos amiguinhos da nets, a Síndrome de Hilton-Gaga. Dei muita risada. Aprendi muita coisa. Conheci gente boa. Troquei experiências. Descobri várias coisas da nets. O problema das luas-de-mel, é que quando elas acabam, a bolha de maravilhas estoura. E por trás daquele ouro todo, aparecem as rachaduras. Defeitos, tudo e todos têm. Começando do começo! Ah, redundância do ser. Está o indivíduo no trabalho, morrendo de vontade de abrir um Plurk para falar mal do chefe, do vizinho, whatever. E o que ele pode fazer sem chamar atenção das pessoas com seu fundo rosa choque da Hello Kitty no espaço? NADA. Porque não temos um Plurkofon, Plurkmic, Plurk Deck… Nada disso. Sem poder logar pra dizer algo – tudo bem que a pessoa pode tirar o background gritante do Plurk, mas o perfil é dela, a timeline é dela e ela quer cegar os users com a Hello Kitty from hell, paciência(e isso NÃO foi pra atazanar a Dany Chasez, só um exemplo) – o usuário perde karma e desanima bastante. Achei que com a abertura da API, isso se resolveria, mas até agora, não lançaram nem um Plurkwirl. O karma também é uma tristeza Plurkiana. Não que a idéia seja ruim. Mas a gente se mata pra postar coisas legais e não deixar cair, batalha pelo karma 100 e chega lá… Nem um bolinho. Recentemente, fizeram uma medalha e deram emoticons especiais. Pra mim, não é suficiente. Acho que deveria ter menção honrosa, uma mensagem de parabéns do Plurk Buddy, chamada na página inicial… Chegar aos 100 de karma é um esforço grande e deveria ser reconhecido, né?
As traduções da comunidade também andam toscas. O primeiro absurdo lingüístico que presenciei foi no meio de 2009, quando a tag “Wonders”, já traduzida para o português como “admira” – e bem colocada dessa forma – sofreu uma mudança e virou “pergunta a si mesmo”. Ficou feio e fora de contexto. Talvez a ausência de usuários como Daniel Carvalho esteja prejudicando traduções. A última gafe portuguesa do Plurk foi a tradução da feature “like”, destinada a marcar plurk threads como favoritos – atendendo às preces do pobre menino Redondo. Em vez de traduzir literalmente, conforme o verbo – que seria “gostei” – resolveram usar as outras aplicações portuguesas da palavra. Moral da história: eu não gosto de um plurk thread para favoritá-lo; eu COMO. O mecanismo de busca no Plurk deixa a desejar. Porque ele só retorna os resultados de cabeçalho dos threads. Não procura no corpo deles. E se eu quiser uma informação que está na 51ª resposta de um determinado tópico, e só ali? Não vou achar. O Plurk não busca por isso. Outra coisa chata é não haver nenhum controle sobre a interação de usuários de outros países. Tá, nenhuma rede social tem; mas o Plurk, por sua natureza de unificar as coisas, deveria ter. Quando as pessoas não se entendem, elas tendem a ser – e parecer – grossas umas com as outras. Da mesma forma que brasileiros se sentem invadidos quando filipinos, chineses, australianos e afins adicionam e gritam nos threads “PLEASE SPEAK IN ENGLISH”, os estrangeiros devem ressentir cada resposta malcriada tupiniquim. Antes de adicionar, deveríamos receber avisos do tipo “esta pessoa não fala sua língua, tem certeza que quer adicionar?”. Da mesma forma que avisam antes de marcar tudo como lido. Isso marcaria o fim das patadas intercontinentais. Mas a pior coisa, de longe, é a comunidade não se renovar. Temos poucos usuários novos – e esses, por falta de incentivo dos mais antigos, não perdem tempo tentando entender o Plurk, largam pra lá e vão cuidar de suas vidas. Os que vencem essa parte e ficam são tragados para círculos sociais já antigos e viciados dentro do Plurk – as famosas panelas, que ditam o que deve ou não ser plurkado e quem deve ou não ser admirado ali. Tudo bem que este sistema funcione na escola; mas lá, nós temos a renovação do corpo estudantil. As panelas podem ditar moda, porque tem audiência pra isso. No Plurk, já somos poucos. Já somos underground. Diante disso, as panelas deveriam ser sábias o suficiente para iniciar disputas de estilos, deixando os usuários escolherem seus “lados” e gerando mais comentários e curiosidade entre os amiguinhos de MSN com quem dividimos os barracos plurkianos. E que fique bem claro: não sou pop lá e nem quero ser. Eu adoro ser chata. Se você está lendo e pensando em entrar no Plurk pra conhecer esta insolente, desista. Apesar dessas reclamações todas, o Plurk continua sendo minha rede social favorita. E ruim, ele não é; se fosse, a Microsoft não passaria o vexame do plágio com o Plurk Buddy. E well, a gente só reclama quando quer melhorar as coisas. E eu até gostaria de dizer mais, mas isso implicaria na morte cerebral dos leitores pela sobrecarga de informação. Então, encerro por aqui. Posted in Dirty and Pop,Social Stuff
:: Comentários » Deixe um comentário |
Lekkerding You know my face. Follow Me Here!
![]() Vota, vai!
Copyrights.
![]() Conteúdo protegido por Lekkerding sob a licença Creative Commons de Atribuição: vedada a criação de obras similares, a reprodução para uso comercial e/ou sem os prévios créditos. Boa Leitura
● Borboletando - Bispa Vivi, com notícias melhores que as da Gossip Girl. E pimentas afins, no moonwalk. Friendly Feedly
● Anseios e Ensejos - Poemas da Lekkerding... E quem está ouvindo?
|
||||||||

Bjos, Rapha
Eu queria ser popular mas é tão caro e ser amado não deixa de ser uma condenação. Vem aquela cobrança de fazer as mesmas coisa sempre e sempre, dái você é odiado.. hum.. Pensando melhor é até interessante. ^^
Beijos!!! (^3^)
Ps: O post não ficou tão grande assim não heh
pelo menos eu não sofri de morte cerebral
Estou no Plurk, desde meados de 2006/2007 se não me falhar a memória, e não adianta ir conferir a data de criação no meu profile, pois já tinha excluído minha conta, pois fui atingido no peito pela ondinha de deletar perfis, mas decidi recriá-la.
Continuo achando o Plurk, uma ferramenta social mara, por todos estes fatores que citaram anteriormente, e pela possibilidade que ele tem de ser, independente.
Concordo também, com todos os pontos negativos que você citou, cara Lekker. Também, acho péssimo os layouts kittynianos, com exceção á Dany Chaze e sua fofura a parte, os demais me ferem os olhos. Faltou apenas pontuar o lado positivo de quem convive com o Plurk a tempos, como eu.
Ganhou vinculo com Twitter e Facebook. Ganhou um app de interação via messenger. Ganhou um congelador de karma stats. Recebeu formas novas, e pouco a pouco foi criando graça.
O melhor do Plurk, é que você somente sobrevive a ele, caso tenha por demais curiosidade para entendê-lo. É uma espécie de desafio. O popularesco que se familiariza com Ékut e afins, jamais conseguirá transpassar a página de login do Plurk.
Vou orar para Nossa Senhora 2.0 para que atenda a suas preces, assim como também para que você não nos poupe no seu próximo post, e que os preguiçosos vão ler capricho, ou seguir colírios via twitter que é melhor.
bjxmeliga