Se há um costume dos velhos lobos da nets e dos computadores – essas máquinas do demo discípulas de Skynet – detestado por usuários felizes (como eu), é esse. Atenção no conto de fadas baseado em fatos reais a seguir. *situação: lá está você com um grande problema nas mãos. Há algo errado em seu PC, e você, leigo que é, não consegue identificar. Depois de consultar todos os guias possíveis e imagináveis no Google, pedir assistência remota da Microsoft, gritar no Clube do Hardware e não obter ajuda, você perde as esperanças… Então, você engole todo o orgulho e corre para o amigo nerd mais próximo, seja via MSN ou telefone, relata a situação e pede socorro. Seu super amigo respira, assume uma posição Jedi e diz, com toda a calma do Universo:
- O problema se encontra entre o monitor e a cadeira.*
Que atire a primeira pedra aquele que nunca foi chorar no banheiro depois dessa – e aos que nunca entenderam a piadinha macabra, faço saber que NÃO é o teclado o problema. O pior é que essa frase tem status de fato incontestável: a maioria dos problemas listados em fóruns como o Linha Defensiva não são defeitos da máquina, mas sim conseqüências diretas do mau uso dela. E isso se estende à internet.
A maioria dos vírus contraídos pelo seu PC vieram da sua curiosidade mórbida de clicar no link recebido por aquele e-mail suspeito, dizendo que tinha fotos inéditas da Anna Kournikova como veio ao mundo. A quantidade de spam que você recebe é diretamente proporcional ao número de vezes em que cadastrou e-mails ou números de telefone em sites estranhos pra pegar o link de download daquele filme bacana. Nem preciso mencionar as fotos de festa no Orkut ou os scraps pedindo pra clicar no vídeo que prova que seu(ua) namorado(a) pulou a cerca.
Acontece, ué. Não estamos imunes ao vírus cruel da curiosidade, e nesse território vasto e desconhecido da nets… Queremos ver, saber e experimentar tudo. Apesar disso, faço coro aos Jedis entendedores deste mundinho: o problema está no usuário, que não tem bom senso para aplicar – ou não – as ferramentas que tem. Quer um exemplo prático? Dê uma olhadinha no passarinho azul. E antes de começar a falar, peço CALMA. Não queimem a herege no mármore do inferno antes de saber o que ela tem a dizer. Scripts são uma ferramenta útil SIM.
O Twitter Central, o mais conhecido por essas bandas e criado por Danilo Salles e Thales Laray, é provavelmente um dos últimos sobreviventes da guerra declarada aos chamados discípulos de Tessália. Com ele você pode (ou podia) adicionar várias pessoas de uma vez, escolhendo entre seguidores e amigos de outro perfil, ou dar unfollow em várias pessoas chatinhas de uma vez, ou… Enfim, o script permitia gerenciar o perfil mais rápido. Até aí, tudo bem. Mas por que essa aura negativa então?
E eu sei que nesse momento, em algum lugar do mundo, um nerd twitteiro assumiu a posição Jedi e disse: a culpa está entre o monitor e a cadeira. E sou obrigada a concordar. Porque o problema não é a ferramenta; é você, usuário, e sua sede de fama que fez abusar dela para ganhar zilhões de seguidores em 2 dias e ser O cara da nets.
Esses scripts não foram feitos para isso – e antes que você venha demonizar os pobres códigos, saiba que, se não fosse por alguém inteligente, entendedor de nets e preguiçoso, você NUNCA teria o botão de retweet ali ao lado. Esse atalho nasceu de um script, se não me engano, no Greasemonkey.
A teoria era usar com moderação, em um ou outro twitteiro interessante com uma quantidade significativa de seguidores – e por quantidade significativa, entenda-se 100 ou 200 PESSOAS que lêem tweets e prestam atenção no que é dito, não 750000 bots inúteis – de alguma forma relacionada a você, ou aos assuntos que te interessam. Mas na prática…
Esses benditos scripts de Twitter tinham funções importantes para networking; dá até pra dizer que eram facilitadores disso. Mas veio você, querido usuário, e fez errado. Transformou a ferramenta em catalisador de popularidade. Agora os scripts viraram os Gremlins virtuais e você, que tem toda a responsabilidade por isso, quer que eles sejam banidos. Tá na moda dizer “FORA SCRIPTERS!”. Parabéns! Mas se educar, que é bom, nada. E com certeza você VAI estragar a próxima invenção bacana pra todo mundo por isso.
Não que eu esteja defendendo o uso deles. Na atual conjuntura, tem que banir mesmo – vocês não-fumantes da nets aplaudiram bastante a Lei Anti-Fumo por isso: já que nós da tribo de Marlboro somos assim malcriados, temos de ser banidos. Então vocês da tribo da Tessália, que também são uns malcriados, precisam ser obliterados dessa terra. Mas é triste, muito triste, ver mais um recurso bom ir para o beleléu pela falta de bom senso…
Aliás, é incrível como conseguimos desperdiçar bons recursos em farofas, não? O CEO do Twitter que me perdoe, mas eu digo de boca cheia: vocês estão fazendo TUDO errado.
Agora que já elevei o cosmo, alcancei o sétimo sentido, peguei meu Bankai e dominei as sete pedras do Dragão de Komodo, sinto-me preparada. Até a próxima. Pocotó, pocotó, pocotó.
*antes que eu me esqueça: IMO. Não sou analista de mídias sociais super expert no digi world. É o que eu acho. E só. *
Bom.. talvez não possamos dizer que todas as pessoas não saibam usar as ferramentas que estão disponíveis aí. Existem essas pessoas que não sabem usar e estão se enganando e também existem aquelas que sabem usar muito bem e utilizam até de ‘engenharia social’ para explorar as vulnerabilidades de pessoas curiosas que não sabem se cuidar na internet.
Isso que dá disponibilizar uma ferramenta de fácil uso para todos.
Cada um é livre pra usar como quiser… e eu sou livre pra reclamar também.
Hoje eu vejo os newfags do Twitter criando contas e, logo em seguida, inflando seguidores, tuitando centenas de #SIGA sem postar/escrever NADA interessante. E me pergunto: pra que, orra?!
Ferramentas como o Twitter foram feitas pra interagir, conhecer gente, trocar idéias, links e se divertir. Mas – como todo mundo adora rankings (principalmente brasileiros, odeio essa gente) – as pessoas criaram essa competição por “quem é o mais modafoca do Twitter” e não são raras as “zoações” do tipo “tenho mais seguidores que você [insira uma risadinha ridícula aqui]“.
Ainda bem que podemos criar nosso próprio mundinho e fazer de conta que o resto non-ecziste.
E “bom senso” é a minha resposta pra “qual o melhor antivírus?”. :)
O triste é que toda invenção uma hora desanda.. as vezes melhora e traz coisas positivas mas em outras nem tanto..
Concordo com o que o LENON disse.. na parte ‘Ainda bem que podemos criar nosso próprio mundinho e fazer de conta que o resto non-ecziste.’ concordo também, pena que nem sempre da certo né? ;P
Bom.. talvez não possamos dizer que todas as pessoas não saibam usar as ferramentas que estão disponíveis aí. Existem essas pessoas que não sabem usar e estão se enganando e também existem aquelas que sabem usar muito bem e utilizam até de ‘engenharia social’ para explorar as vulnerabilidades de pessoas curiosas que não sabem se cuidar na internet.
Isso que dá disponibilizar uma ferramenta de fácil uso para todos.
Hoje eu vejo os newfags do Twitter criando contas e, logo em seguida, inflando seguidores, tuitando centenas de #SIGA sem postar/escrever NADA interessante. E me pergunto: pra que, orra?!
Ferramentas como o Twitter foram feitas pra interagir, conhecer gente, trocar idéias, links e se divertir. Mas – como todo mundo adora rankings (principalmente brasileiros, odeio essa gente) – as pessoas criaram essa competição por “quem é o mais modafoca do Twitter” e não são raras as “zoações” do tipo “tenho mais seguidores que você [insira uma risadinha ridícula aqui]“.
Ainda bem que podemos criar nosso próprio mundinho e fazer de conta que o resto non-ecziste.
E “bom senso” é a minha resposta pra “qual o melhor antivírus?”. :)
Concordo com o que o LENON disse.. na parte ‘Ainda bem que podemos criar nosso próprio mundinho e fazer de conta que o resto non-ecziste.’ concordo também, pena que nem sempre da certo né? ;P
Bjooos